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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Entrevista com Maria Helena Rita Perales (19/12/2017)




            Maria Helena Rita Perales foi dirigente da Fraternidade Irmã Dolores. Durante doze anos participou da Diretoria da FID, além, de exercer outros cargos e diz "...cargos são instrumentos de trabalho para ajudar o próximo".


1 – Fid – Fale-nos um pouco sobre você.

Nasci na cidade de São Paulo, no bairro da Mooca, minha família tradicionalmente católica. Meus pais tiveram quatro filhos (3 mulheres e 1 homem),  sou casada tenho dois filhos  (Gláucia e Vinícius)  uma neta Beatriz. Quando fui para escola primária, percebi que havia diferenças entre as pessoas, em suas condições financeiras. Isso me deixou triste e me marcou até hoje. Saber das desigualdades me levou a ser Assistente Social, com um sonho de juventude de transformar o mundo em um lugar melhor. E sempre procurando entender o que é Deus, onde está a sua justiça e seu amor por nós. Só consegui compreender, quando um casal amigo me convidou para visitar um centro espírita, no qual aprendi a doutrina espírita.

2 - FID – Quais as primeiras tarefas relacionadas a Doutrina Espírita?

Na Casa Espírita que comecei a frequentar, o início era o estudo do ESDE (Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita). Com a conclusão do estudo, passei a participar dos grupos mediúnicos.

3 - FID – Quando chegou a FID? E quais as atividades executadas nesta Casa?

Em 1990, um dia passando em frente da FID , entrei e me informei sobre as atividades da casa. Comecei a participar do trabalho público de terça-feira à tarde, a coordenadora era D Ancila. E na quarta-feira à noite, o coordenador era o Juca. O trabalho era em duas partes: primeiro se estudava algumas questões do livro dos Médiuns, em seguida havia uma experimentação da mediunidade. Este trabalho era para os iniciantes na casa. Passado um período, se você tivesse condições, era convidado para participar dos outros grupos mediúnicos. Em 1993 passei para o grupo mediúnico de segunda-feira, coordenado pela D Iolanda. Durante alguns anos só havia seminários, dos quais participei. Em 2004 iniciou um grupo de estudo aos sábados, com coordenação da Edi. Eu fui a sua auxiliar até 2010 , quando passei a coordenar alguns grupos de estudo de obras básicas. De 2007 até 2014 coordenei o trabalho público do sábado. Na mesma época iniciou o grupo mediúnico do sábado, coordenado pela a Edi, fui por algum tempo a sua auxiliar. Em 2005 iniciei na diretoria, ficando até 2017.

4 – FID – Entre as funções da FID, você esteve na Presidência da casa, durante quanto tempo?
Quais foram as maiores dificuldades e conquistas?

 Durante três gestões de 2007 à 2013 estive a frente deste cargo.
Com a saída do companheiro JUCA, a estrutura que havia deixou de existir, os iniciantes não tinham mais uma preparação. O que nos levou a idealizar uma estrutura de acolhimento para as pessoas que chegassem a Casa, que tivessem um atendimento fraterno, uma orientação e conhecessem o Espiritismo, através dos cursos de Obras Básicas, e em 2010 esta proposta foi concretizada.
Também conseguimos implementar o nosso Regimento Interno, o qual contém as diretrizes para todos os trabalhos da FID.
E, para proporcionar um ambiente organizado, funcional e acolhedor, realizamos diversas reformas no nosso prédio.
Quanto à administração, para os documentos da Fid utilizamos uma pequena sala no mezanino, onde está tudo arquivado, organizado e atualizado de acordo com a legislação vigente.
Foram dias de muito trabalho e dedicação de vários trabalhadores, mas muito gratificante com todas as realizações.

5 - FID – Qual o desafio para manter uma Casa Espírita?

Há vários.
Com relação à doutrina, manter-se dentro dos princípios espíritas, sem deixar que modismos atrapalhem o bom andamento da casa, mas buscando se atualizar.
Com relação a administração, manter-se em dia com as leis que regem as organizações religiosas, para que a casa não corra o risco de pagar multas ou até mesmo fechar.
A parte financeira, tão necessária para manutenção, reformas e atividades. Em nossa casa contamos com a boa vontade e colaboração de diversas pessoas para que ela permaneça aberta.


6 – FID – Em que medida as atividades na Casa Espírita contribuem para o desenvolvimento do ser humano?

Ao chegar em uma Casa Espírita e começar a participar das palestras, seminários, grupos de estudo… Aos poucos as pessoas vão aprendendo o que é o espiritismo, sua filosofia, sua ciência e seu esclarecimento sobre os ensinamentos de Jesus. As pessoas vão compreendendo o porquê da vida, de onde viemos, porque estamos aqui (passando por diversos desafios) e para onde iremos. Compreende também que cada pessoa é responsável por si, que dela depende criar condições para sua felicidade.

7 – FID – Quais as personalidades desencarnadas que marcaram a trajetória da FID nestes 52 Anos de existência?

 Eu estou há 28 anos na casa, neste tempo conheci muitas pessoas que já desencarnaram, mas as que me marcaram foram: o “Juca” (Joaquim Soares), que gostava de prosear como eu,  a Iolanda dedicada e estudiosa da doutrina, o Sr. Pedro, pessoa de uma generosidade enorme, e  dona Elisa, sua esposa. São pessoas que realmente fizeram muito.  A Fid completou 52 Anos , devemos uma boa parte a eles.

8 – FID – Tem alguém (ns) trabalhador(es) que você gostaria de destacar; pela dedicação, perseverança durante todo esse tempo de Fraternidade.

Nesta questão tem uma pessoa muito especial,  a D. Ancila , do seu jeito simples mas acolhedor e toda a sua boa vontade. Quando comecei na Fid, nas palestras de terça-feira, ela era única palestrante, era muito bom um ambiente amigo. É um exemplo de trabalhadora espírita a ser seguido, porque não se importa com o que tem que ser feito, ela faz. Não importa o cargo, mas a Doutrina e a Casa são mais importantes; e é isso que aprendi com D. Ancila e procuro segui-la. Ela já fez todos os tipos de trabalhos, participou de tudo, sempre com alegria e dedicação.

9 – FID – Considera importante a união entre os espíritas para o desenvolvimento das Casas e do movimento da USE.

Acho importante a união das Casas, porque permite essa troca de ideias, o que deu certo em determinada Casa pode auxiliar outras. Assim aprendemos uns com os outros e podemos nos ajudar em algumas questões, caracterizando a união. Todas para um mesmo fim: vencer os desafios do dia-a-dia e propagar a Doutrina Espírita.

10 – FID -Suas considerações finais.

Em primeiro lugar agradeço a Deus, aos mentores da casa e a espiritualidade; pela oportunidade dos trabalhos.
Sempre tive em mente o cap. Do Evangelho Seg. Esp. “ Os Trabalhadores da Última Hora”, mais especificamente a mensagem do Espírito de Verdade - Os Obreiros do Senhor ( ….felizes serão aqueles que tiverem trabalhado na seara do Senhor com desinteresse e sem outro móvel senão a caridade…) Para mim cargos na Casa Espírita, devem ser assumidos com responsabilidade, pois são instrumentos de trabalho para ajudar o próximo. O maior pagamento é ver as pessoas melhores de quando chegaram.
Quero deixar também um agradecimento a todos que contribuíram de alguma forma para a realização de todas as tarefas.
E um agradecimento muito especial a um grupo de trabalhadores, que não pouparam esforços tanto nos momentos bons como nos difíceis para que tudo se realizasse.
D. Ancila, Gláucia, Mirna, Elenice, Renilton e Jaime.
Meu muito obrigado!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Dor

A​ ​dor​ ​é​ ​instrumento​ ​de​ ​burilamento​ ​seja​ ​do​ ​espírito​ ​em​ ​experiência​ ​na​ ​carne​ ​ou​ ​fora​ ​dela,​ ​isto​ ​em um​ ​planeta​ ​de​ ​provas​ ​e​ ​expiações.​ ​A​ ​necessidade​ ​do​ ​sofrimento​ ​para​ ​reerguimento​ ​do​ ​indivíduo pode ser​ ​suprimida pelo​ ​trabalho​ ​,​ ​pela​ ​caridade,​ ​pela​ ​ajuda​ ​ao​ ​próximo...​ ​Quando​ ​a​ ​maior​ ​parte​ ​dos​ ​espíritos​ ​ligados​ ​a este​ ​orbe​ ​compreenderem​ ​que​ ​podem​ ​optar​ ​pela​ ​ação​ ​e​ ​pelo​ ​amor​ ​a​ ​todos​ ​como​ ​força​ ​para​ ​o crescimento​ ​individual​ ​e​ ​coletivo,​ ​o​ ​planeta​ ​estará​ ​a​ ​um​ ​passo​ ​da​ ​regeneração. Compreendam​ ​bem​ ​isso​ ​e​ ​​ ​levem​ ​esse​ ​entendimento​ ​àqueles​ ​que​ ​estejam​ ​próximos​ ​a​ ​vocês para​ ​que​ ​todos​ ​conheçam​ ​uma​ ​forma​ ​melhor​ ​de​ ​elevação​ ​e​ ​ajuda. Entendam​ ​a​ ​lei​ ​da​ ​reparação​ ​como​ ​algo​ ​a​ ​ ​fazer​ ​não​ ​como​ ​algo​ ​a​ ​sofrer. Sejam​ ​sempre​ ​paz,​ ​sejam​ ​felizes,​ ​trabalhem,​ ​amem​ ​e​ ​continuem​ ​no​ ​bem. ​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​
 ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​                                                                ​​ ​​ ​​ ​​ ​Irmão​ ​Lucas   28/10/2017