Abas

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Ó TEMPOS... Ó COSTUMES

Em junho, participamos do XXIII Encontro da Família da USE Tatuapé. Este ano, o tema foi "Evangelho: o caminho ou a solução?" Mas, os subtemas não poderiam ser mais atuais:
 
-Desconecte-se para se conectar
-Realidade aparente
-Rompendo nós e formando laços




Enfim, acabamos quase sempre convergindo para o tema sobre o uso da internet e das redes sociais.
 
Espero, brevemente,  poder escrever um pouco do que aprendemos naquele dia.
 
 
 Mas, por coincidência, há mais de um mês, li uma crônica na revista Em Condomínios, que me agradou muitíssimo, pois trata-se do mesmo assunto.
 
Contatei o autor, Luiz Santantonio, que gentilmente nos autorizou a reproduzí-lo em nosso Blog.
 
E, sem querer querendo (na verdade, é querendo, querendo, querendo!) , conseguimos um querido colaborador:
 
 
O TEMPORA, O MORES!
 
Você, leitor atento, por certo conhece este ditado, não? É um famoso e muito conhecido ditado latino que significa Ó TEMPOS, Ó COSTUMES! É um lamento popular sobre o declínio, ou mudança dos costumes. É inútil qualquer desculpa, porque todos nós, de um modo,ou de outro somos impulsionados, pela força do progresso, a mudar nossas convicções, mesmo as mais empedernidas. O fato que me aconteceu, dias atrás, retrata claramente, essa situação. É até um caso banal, mas serve para provar o quanto nossa vida social se modificou.
 
Estava eu e minha companheira almoçando em um restaurante. Quando terminei, olhei por acaso a um casal sentado ao nosso lado. E o que vi? Os dois já haviam terminado o almoço e estavam quietos, um de frente para o outro, com a cabeça pendente, naquela atitude que pessoas religiosas adotam para orar e agradecer pelo alimento. Sem prestar a devida atenção ao que o casal, efetivamente, fazia nessa posição, espantei-me com o fato de ainda existir alguém que adote essa postura.



 
Na verdade a atitude do casal significava apenas que ambos estavam lidando com uma das engenhocas modernas (uma entre várias marcas de ...fones), a coqueluche do mundo moderno.
 
Deixando o caso dos ...fones, vamos ao "mea culpa".: Que resultado positivo para mim, trouxe essa história dos "bons cristãos que oravam após o almoço"?
 
Quantos ensinamentos colhemos para a vida, quando deixamos a hipocrisia de lado e nos voltamos para dentro de nós, procurando lados que precisamos eliminar. Nesse caso há muita coisa a ser dita, porém vamos ficar com o mais óbvio: que direito tinha eu de xeretar a vida alheia? Por que tanto interesse em saber o que o casal fazia?
 
Se no primeiro momento pensava que estivessem orando, não era melhor vê-los com bons olhos, sabendo que hoje em dia, poucas pessoas se dão ao trabalho de agradecer a Deus pelo que têm?
 
E por aí vai. Vou fazer um esforço danado (é promessa a ser cumprida sem esmorecimento) para evitar que esse tipo de falha não ocorra mais; daí cabe repetir: "O tempora, o mores!" não apenas para as mudanças de costumes, mas sim, como necessidade em nos adaptar a elas com sabedoria... sem julgamento!